Rafael Zulu pratica capoeira para manter o corpo atlético de Caco em "Caras & Bocas"

| quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dono de um porte atlético, Rafael Zulu gosta de cultivar não só o corpo, mas também a mente. Para conquistar esse objetivo, o ator, que interpreta o Caco de "Caras & Bocas", elegeu a capoeira. "Profissionalmente, para mim, é muito interessante associar essas coisas", explica. Por unir explosão muscular à música e ao gingado, a capoeira é um esporte que proporciona ao praticante flexibilidade e agilidade de pensamento - características importantes para o trabalho do ator. "Você ganha um corpo alongado e mais definido, além de rapidez e improviso em cena", enumera ele, adepto do estilo conhecido como Angola.

  • Luiza Dantas/Carta Z Notícias

    Rafael Zulu pratica capoeira desde os 18 anos. A atividade o ajuda a ficar em forma para a novela

Praticante da capoeira desde os 18 anos, Zulu se interessou pelo esporte graças à influência de seu pai, que sempre jogou capoeira. "Ele é baiano e eu cresci com esse registro. Me identifiquei por conta disso. Meu pai sempre me incentivou. E também por ser algo que acho lindo", revela. Hoje, aos 27 anos e atarefado com as gravações da trama de Walcyr Carrasco, o ator não consegue se dedicar com o mesmo afinco à luta. No entanto, sempre que surge uma brecha na agenda, Zulu dá um jeitinho de colocar os movimentos em dia. "Está uma correria. A gente tem gravação diurna e noturna, mas jogo capoeira pelo menos três vezes por mês", conta ele, que, antes da novela, praticava cerca de duas vezes por semana.

Mesmo dedicando menos tempo aos treinos, o ator ainda consegue sentir no corpo os benefícios que a capoeira traz, principalmente para as pernas e abdômen. "Quando termino um jogo, as pernas estão exaustas e sinto diferença na barriga. É preciso ficar com a barriga contraída, porque a qualquer momento você pode levar um chute", ressalta. Apesar de se mostrar um apaixonado pela atividade, Zulu confessa ter receio de se machucar durante os treinos - e redobra os cuidados quando está no ar para não prejudicar seu instrumento de trabalho: o próprio corpo. "O autor tem a faca e o queijo na mão. Por causa de um braço quebrado, por exemplo, ele pode mandar seu personagem viajar e nunca mais trazê-lo de volta", imagina.

Por isso mesmo, o ator prefere não se aventurar em certos golpes, dando como exemplo o Peão. Nele, o capoeirista joga o peso do corpo para a cabeça, que apoia no chão enquanto gira o corpo. "Já fiz umas duas ou três vezes. Mas se você não fizer o Peão bem feito, pode até quebrar o pescoço", alerta. A precaução, no entanto, não impede que Zulu faça alguns movimentos mais arriscados. Um dos golpes que ele mais gosta é o "aú sem mão", uma espécie de "estrela" sem o apoio das mãos no chão. "É preciso dar impulso e contrair todo o abdômen. É bonito por ser solto no ar", encanta-se.

Tanta empolgação em relação à capoeira não dá pistas de que o ator não é chegado a toda e qualquer atividade física. Para ele, a grande vantagem do treino é não precisar ir à academia, local do qual "foge". "Não suporto malhar. Só comecei por causa do Caco. Agora o cara só anda de cueca o tempo todo, não posso dar mole!", diverte-se ele, que, além de fazer capoeira, corre cerca de 4,5 quilômetros por dia.

A brincadeira ilustra bem a mudança de rumo que o personagem teve ao longo de "Caras & Bocas". No início da trama, ele era um "ranger" na África do Sul e poderia se envolver com o tráfico de animais. Em pouco tempo, porém, se transformou em um personagem do bem, que precisa enfrentar o preconceito da família de sua esposa Laís, vivida por Fernanda Machado. "Eles querem derrubar o Caco a todo o momento, mas ele é um cara estudado, antenado e inteligente demais. Por isso, está sempre 'quebrando' aquela família", observa.

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